A construção da democracia exige a formação de pessoas ativas e críticas, conscientes de seu papel social, e atuantes ética e politicamente. Muitas pessoas ainda não têm conhecimento dos direitos que lhe assistem, ficando estes restritos a poucas pessoas especialistas na área da ciência jurídica.
Vivenciar os Direitos Humanos implica que este conhecimento seja usual para todos, num efetivo exercício da cidadania, na medida em que ser cidadão enseja a participação ativa do indivíduo na sociedade, modificando-a para uma existência de respeito mútuo à dignidade.
Isto nos remete à constatação do quanto há na sociedade um desconhecimento do que os Direitos Humanos representam, especialmente, nas sociedades estruturalmente marcadas pela dominação, exclusão, injustiça e outras mazelas responsáveis pela degradação da condição humana.
Pensamos que a educação cumpre importante papel na sociedade, quando a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu artigo XXVI estabelece que a educação é um direito de todas as pessoas e tem por objetivo o pleno desenvolvimento da personalidade humana e o fortalecimento do respeito aos Direitos Humanos e as liberdades fundamentais. Sendo assim, compete a educação a implementação desse documento.
É à luz desse contexto que concebemos pensar a escola como um meio ainda capaz de colocar, sobretudo, as classes populares em contato com o conhecimento sistematizado, oportunizando-as alcançar uma condição social melhor. Então, trata-se de preparar a escola que temos para a sua emancipação. Ou melhor, preparar a escola que temos para a emancipação da vivência em direitos humanos.
Denise Cardoso da Paixão

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