quarta-feira, 30 de novembro de 2011

10 anos!

O CEDHIA completa hoje 10 anos!
Foram 10 anos de intenso trabalho, luta, alegrias, superações e  muito aprendizado.
Concebido para atuar na defesa dos Direitos Humanos, mas especialmente na proposição de ações pedagógicas de divulgação dos D. Humanos, o CEDHIA vem organizando, no Instituto Central de Educação Isaias Alves, ICEIA, onde tem sede, palestras, debates, exposições, oficinas, orientações, atendimentos e encaminhamentos diversos ao longo desses anos.

Neste momento, agradecemos a todos aqueles que estiveram conosco desde o princípio e que ajudaram a organizar e implantar o CEDHIA. Educadores, funcionários e estudantes, que, sob o símbolo do girassol, procuraram dar corpo aos anseios de trazer a discussão em torno dos direitos humanos para o cotidiano da sala de aula.

Aos inúmeros parceiros que cederam horas preciosas de seu tempo e, voluntariamente, compartilharam conosco sua experiência e conhecimento, acreditando que a educação e a mobilização social possibilitam a transformação social, os nossos agradecimentos.
Psicólogos, juízes, reitores, promotores de justiça, defensores públicos, assistentes sociais, advogados e muitos outros profissionais passaram por aqui ao longo desses anos, bem como estudantes, membros da comunidade, pessoas diversas que trouxeram contribuições significativas, que partilharam saberes e vontade de aprender e ajudar o próximo.

Muitas ações foram concebidas e muitas áreas do conhecimento foram trabalhadas. Neste período a ajuda dos professores do ICEIA e da direção foi fundamental. Agradecemos aos queridos colegas por estarem sempre próximos, viabilizando as nossas ações. 


 À idealizadora deste maravilhoso projeto nossos abraços afetuosos, pois esta mulher, pequena na estatura, mas grandiosa nas suas ações, coragem e amor ao próximo, é a alma desta organização. Parabéns ao CEDHIA, mas parabéns à você, Dorilda, por acreditar que podemos fazer a diferença no mundo.


Grande abraço.

Por: Regina Araujo

sábado, 26 de novembro de 2011

Marcha Nordestina pela Paz e pela Não-Violência.




No dia 07 de dezembro Organizações do movimento social, estudantes e grupos culturais participam da Marcha Nordestina Pela Paz & Não-Violência. Com saída às 15h, do Campo Grande em direção a Praça Municipal de Salvador,  a Marcha traz à tona com grande ênfase, o clamor e a denúncia pelo fim de todos os tipos de violência, discriminação e violações dos Direitos humanos.

A Marcha está sendo organizada pelo Instituto Mão Amiga de Ação Social e Cidadania, em parceria com o Mundo Sem Guerras, organização internacional que atua em prol do pacifismo e não violência,  e com o Governo do Estado, através da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, instituições públicas e privadas, parceiros do terceiro setor, como o ICONPaz - Movimento de Consciência pela Cultura da Paz & Não Violência.

Entre 05 e 10 de dezembro serão realizados diversos debates e ações, culminando com a comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos.

O CEDHIA, claro, não poderia ficar fora desta e estará presente na marcha unindo voluntários, estudantes e parceiros em torno de uma causa tão importante. 
Participe você também!!!








Organizações do movimento social, estudantes e grupos culturais participam da Marcha Nordestina Pela Paz e Não-Violência, que acontece no dia 10 dezembro (sexta-feira), com saída às 15h, do Campo Grande em direção a Praça Municipal de Salvador. A Marcha traz à tona com grande ênfase, o clamor e a denuncia pelo fim de todos os tipos de violência, discriminação e violações dos Direitos humanos.fgdfgfdgfOrganizações do movimento social, estudantes e grupos culturais participam da Marcha Nordestina Pela Paz e Não-Violência, que acontece no dia 10 dezembro (sexta-feira), com saída às 15h, do Campo Grande em direção a Praça Municipal de Salvador. A Marcha traz à tona com grande ênfase, o clamor e a denuncia pelo fim de todos os tipos de violência,

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Novembro Negro

Novembro Negro 2011 é o nome da campanha promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), que decidiu homenagear os heróis da Revolta dos Búzios (Revolta dos Alfaiates, 1789). Assim, através da Lei Federal 12.391, sancionada pela a presidenta Dilma Rousseff, em março de 2011, Lucas Dantas, Manoel Faustino, Luis Gonzaga das Virgens e João de Deus, foram reconhecidos como heróis nacionais, tendo seus nomes inscritos no “livro de aço” em Brasília, juntamente com o de Zumbi dos Palmares.



A Bahia sediou a Revolta dos Búzios, considerada a primeira revolta social do Brasil, em 1789. Os ideais pregados pelos seus participantes envolviam a independência do Brasil, o fim da escravidão, mas também melhores condições de vida para os povos, o que a distingue de outras revoltas ocorridas no Brasil colônia, a exemplo da Inconfidência Mineira, que tinha cunho mais político que social, tendo sido liderada por intelectuais e homens ricos de Minas. 

Os quatro mártires da Revolta dos Búzios, já lembrados por ocasião da inclusão dos seus nomes na Praça da Piedade (onde cada portal traz um dos nomes dos mártires, que foram ali enforcados), são agora os primeiros negros baianos que entraram para o panteão de heróis da pátria.

Assim, a Sepromi apoiará e promoverá uma série atividades nomes de novembro, em comemoração ao mês da consciência negra.

Ainda em novembro, fechando as comemorações deste importante ano, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Ano Internacional dos Afrodescendentes, entre os dias 16 e 19, Salvador sediará o AFRO XXI, Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes, em que está prevista a participação de chefes de Estado de diferentes nações que têm em sua população uma grande representatividade dos afrodescendentes.



Durante os quatro dias de debates, a capital baiana será tomada também por uma ampla programação cultural. Além de artistas da terra, convidados de outros países se apresentarão nos palcos no Pelourinho, área localizada no Centro Histórico da cidade e com forte marca da cultura afrodescendente. A programação está sendo montada pela Secult com as contribuições dos países participantes do Afro XXI.
Inscrições podem ser feitas até 13/11 no endereço eletrônico www.funag.gov.br/afro21

Fonte: Ascom da Sepromi Bahia.


Conheça os heróis da Revolta dos Búzios:

João de Deus do Nascimento (1761 – 1799)

Filho de mulata alforriada com português, João de Deus nasceu em Salvador. Inconformado com a situação de miséria da colônia, participou de reuniões secretas, juntamente com estudantes, comerciantes, intelectuais, soldados e artesãos. Ao tomar conhecimento da Revolução Francesa, passou a discutir os ideais liberais e as possibilidades de sua aplicação no Brasil.

Lucas Dantas de Amorim Torres (1775 – 1799)

Pardo, escravo liberto, soldado e marceneiro, Lucas Dantas foi o responsável pela reunião de representantes das mais diversas classes sociais para debater sobre a liberdade e a independência do povo baiano.

Manuel Faustino Santos Lira (1781 – 1799)

Filho de escrava liberta e pai desconhecido, Manuel Lira também nasceu em Salvador. Foi um dos primeiros suspeitos pela autoria de panfletos anônimos que conclamavam a população a defender a “República Bahiense”.

Luís Gonzaga das Virgens e Veiga (1763 – 1799)

Soldado, negro, Luís Gonzaga das Virgens e Veiga era o mais letrado entre os líderes da revolta. Descendia de portugueses e crioulos. Sentiu e expressou o sentimento de revolta contra o preconceito de cor dominante no seu tempo. Foi autor do mais polêmico manifesto feito durante o movimento.